
Não é possível falar da vegetação, do mar, da Mata Atlântica, dos mangues e das restingas sem estabelecer relações com as pessoas que vivem nessas regiões e com o modo de vida delas.
Há tanta coisa para se descobrir, tanta beleza, tanta poesia e lirismo nesta nossa Itanhaém. Mas é preciso despertar as pessoas para o respeito e a valorização que se deve ter por essa terra, cujas marcas culturais são nossas raízes, nossa história.
Caiçaras? quem são?
Todos sabemos que o povo brasileiro é fruto de uma grande mistura de raças. Basta investigar qualquer sobrenome para descobrir, na árvore geneálogica, as diferentes origens culturais presentes hoje de maneira de ser e de viver de cada um.
Mergulhando na história de nosso país, é correto afirmar que somos fruto de uma mistura genética e cultural do colonizador português com o povo indígena brasileiro e com os africanos que foram trazidos para cá na condição de escravizados. Também é correto dizer que a população mestiça que se formou multiplicou-se rapidamente e adaptou-se ao clima tropical. Dessa genial mistura nasceu o caiçara, representante autentico do litoral paulista.
Cultura caiçara
Além da pesca, base da economia caiçara, o arroz, a mandioca, a cestaria , a cerâmica constitue a produção que gerou as condições de sobrevivência de pequenas comunidades que existem até hoje.
Nas aldeias afastadas, não havia como as crianças frequentarem a escola, recebendo, por isso uma educação informal de seus proprios pais através de histórias, cantos, festas religiosas. Aprendiam com a natureza e com o trabalho a sabedoria dos seus ancestrais.
extraído do livro ( Itanhaém- Um mar de história)